Nephrolepidaceae
Samambaia
Nephrolepis exaltata
Samambaia-americana de frondes arqueadas, clássica de vaso suspenso e ar úmido.
Como a planta se apresenta
A samambaia que enfeita varandas brasileiras é, na maior parte das casas, a Nephrolepis exaltata e suas cultivares. Ela não dá flor. O que vemos são frondes compostas, feitas de muitos folíolos, que nascem de um rizoma curto. Quando o ar está seco demais, as pontas queimam e a planta ganha a fama injusta de difícil. Na verdade, ela pede o que a mata pede: luz filtrada, umidade e substrato que nunca vire pedra.
Cultivo em casa e na horta
Luz clara sem sol da tarde. Regue para manter o torrão úmido, nunca encharcado. Borrife as frondes em dias secos ou deixe o vaso sobre um prato com pedras e água, sem a base tocar o líquido. Troque o substrato a cada um ou dois anos — raízes apertadas param de crescer. Corte frondes amarelas na base. No inverno seco, reduza um pouco a água, mas não deixe o vaso virar pó.
Características botânicas
Pteridófita: ciclo de vida com esporos, sem sementes. Os esporângios aparecem como pontinhos no verso das frondes maduras. Não é tóxica para pessoas na convivência usual. Gatos às vezes mastigam as folhas; o volume grande pode causar mal-estar digestivo leve.
Curiosidades úteis
Samambaias existem há mais de 300 milhões de anos, bem antes das plantas com flor. A cultivar Boston, de frondes muito arqueadas, surgiu no século XIX e ainda é a mais vendida. Se a planta “sumir” no vaso, olhe o rizoma: brotos novos nascem do centro, não da ponta velha.