Lamiaceae
Lavanda
Lavandula angustifolia
Subarbusto aromático de flores em espiga, famoso pelo perfume e exigente em sol e drenagem.
Como a planta se apresenta
A lavanda-inglesa é a espécie mais usada em jardins e sachês. Forma uma meia-esfera de folhas prateadas e lança hastes florais que parecem pincéis lilás. No Brasil, o maior desafio não é o calor do dia, e sim a combinação de verão úmido com solo pesado. Quando a raiz respira e o sol é integral, a planta retribui com floração longa e um cheiro que se espalha no fim da tarde.
Cultivo em casa e na horta
Escolha o ponto mais seco e claro do terreno. Solo alcalino a neutro, com areia e pedrisco. Regue pouco depois de estabelecida. Evite molhar a copa à noite. Após a floração, recorte as hastes sem entrar na madeira nua. Em regiões muito úmidas, vasos altos e telhado que desvie chuva constante aumentam a chance de sucesso. Não use prato com água.
Características botânicas
Folhas lineares, acinzentadas, cobertas por tricomas que reduzem a perda de água. Inflorescências em espiga. Atrai polinizadores e repele alguns insetos pelo cheiro. Óleo essencial de lavanda é usado em aromaterapia; ingestão de óleo puro não é segura. Folhas e flores secas vão para sachês e açúcar aromatizado.
Curiosidades úteis
Campos de lavanda da Provença usam sobretudo Lavandula × intermedia, um híbrido mais alto. A angustifolia tem aroma mais doce e é a preferida para uso próximo ao corpo. No vaso, um pé bem cuidado dura vários anos se a poda anual for respeitada.