Lamiaceae
Manjericão
Ocimum basilicum
Erva aromática de folhas macias, fácil de cultivar em vaso e essencial na cozinha brasileira.
Como a planta se apresenta
O manjericão é uma das ervas mais generosas para quem está começando a jardinar. Cresce rápido, responde bem à colheita frequente e enche o ambiente com um perfume doce e levemente picante. As folhas são ovais, de um verde vivo, e os caules jovens tendem a ser tenros. Em climas quentes do Brasil, a planta se comporta quase como perene de ciclo curto: floresce, semeia e pode ser renovada com estacas o ano todo, desde que não sofra frio intenso.
Cultivo em casa e na horta
Plante em vaso de pelo menos 15 cm, com terra leve e rica em matéria orgânica. Precisa de 5 a 6 horas de sol direto. Regue quando os dois primeiros centímetros do substrato estiverem secos — o manjericão sofre mais com encharcamento do que com uma breve seca. Belisque as pontas e retire as flores se quiser folhas maiores e mais aroma. Em apartamento, a janela mais clara da casa costuma ser o melhor lugar. Mudas de estaca enraízam em água em cerca de uma semana.
Características botânicas
Pertence à mesma família da hortelã e do alecrim. As folhas concentram óleos essenciais como eugenol e linalol, responsáveis pelo cheiro. Existem variedades de folha larga, roxa e de limão. O porte é ereto e ramificado. Não é tóxica para pessoas; em gatos e cães, o consumo em grande quantidade pode irritar o estômago, mas o uso culinário usual é seguro.
Curiosidades úteis
Na Itália, o manjericão-genovês é a base do pesto. No Brasil, entra no molho de tomate, no peixe e no chá. Colher de manhã, depois que o orvalho seca, concentra mais aroma. Se a planta ficar pernalta, corte acima de um par de folhas — ela ramifica e volta mais densa.